Para falar bem com o público-alvo
Você tem que escrever o que o seu cliente precisa dizer,
falando o que o que o público-alvo dele quer ouvir.
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Imagem gerada por IA |
Isso requer muita dedicação e estudo. Então, vamos lá: o
segredo está no público-alvo.
No passado, a gente “se contentava” com informações
demográficas dos consumidores. Aliás, era o que dava para ter acesso. O consumo
de informação era bem menor, o tempo de maturação da informação era bem maior e
as mídias mais consumidas ou mais influentes estavam claramente definidas para
cada um dos tipos de público.
Agora, não! As pessoas têm mais acesso às informações (ou
melhor – podem acessar mais informações), só que não querem gastar muito tempo
maturando o que estão consumindo. Conclusão: a disputa pela atenção aumenta, os
conteúdos vão ficando mais superficiais e as informações mais efêmeras.
Então, conseguir a atenção do consumidor no meio de um
oceano de conteúdos não é uma tarefa fácil. Conseguir conversar com ele então,
é ainda mais complicado.
As personas estão aí para nos ajudar nesse sentido. Quanto
maior for a qualidade de informações sobre comportamentos, atitudes,
interesses, cultura, poder de decisão e de compra a respeito do público-alvo,
maior a chance de falar com essas pessoas.
E é aí que o texto publicitário deve trabalhar. Quando a
gente conhece essas características, é possível encaixar a mensagem do cliente
nas necessidades desses consumidores e trabalhar esse conteúdo com a intenção
de transformar essas necessidades em desejos.
Isso vai romper uma série de barreiras e facilitar o caminho
da compreensão. Podemos falar sobre esse processo da compreensão num outro
momento.
O problema é que, no mercado, muitas vezes o briefing vem
todo zoado. Tanto para destacar o elemento central da mensagem quanto para
definir para quem dirigir a mensagem.
Nesses casos, recomendo estudo e pesquisa. Vá para o PDV,
experimente o produto ou serviço se puder, conheça a experiência do consumidor
e tente entender empiricamente como é o seu comportamento.
Use essas informações a seu favor, escolha boas palavras
para construir um prompt bom e contextualizado, e explore a capacidade da IA de
processar centenas de milhares de informações em fração de segundos e tente
identificar as melhores predisposições do público a serem trabalhadas. Ah!
Depois, é claro, não se furte a perguntar ao cliente: é com esse púbico que
você quer mesmo conversar? Isso é tempo investido.

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